A atriz pernambucana Nash Laila tem apenas 21 anos, mas já possui o reconhecimento de muita gente com décadas de experiência. Ela começou sua carreira em pequenas peças amadoras e foi escolhida para ser protagonista do filme "Deserto Feliz" graças a uma amiga, que a levou para fazer o teste. O filme já foi exibido em diversos festivais de cinema dentro e fora do Brasil, e ganhou vários prêmios, incluindo "Melhor Filme".
"Antes mesmo de saber o que era ser atriz eu já quis ser", declara Nash. "Eu dizia a minha mãe, quando eu era muito pequenininha, que ia ser atriz e ela meio que levou a sério". Nash fez algumas peças amadoras na igreja e, a partir daí, investiu na carreira. Fez vários cursos relacionados a teatro e participou de montagens amadoras como "A lição" de Ionescu, com direção de Jorge Clésio.
Logo quando ela foi chamada pra fazer o filme, levou um susto. "Era meu primeiro papel no cinema, um filme com uma temática de difícil aceitação e ainda eu seria a protagonista", explica. Mesmo sendo ainda inexperiente, ela procurou dar o melhor de si nas gravações, sempre expondo suas dificuldades para o diretor. O resultado foi um filme inovador, que arrebanhou prêmios em todos os festivais pelos quais passou.
A família teve um papel fundamental para o sucesso de Nash. A mãe, sempre acreditou no potencial dela como atriz. Nash contou com o apoio de toda a família sempre que estreava um novo espetáculo. Eles iam a todas as apresentações, e sempre estavam nas primeiras filas para aplaudi-la.
Nash começou na vida de atriz com o espetáculo "A lição". Integrou o elenco de "Valsa nº 6" de Nelson Rodrigues e trabalhou em espetáculos infantis. No cinema, fez "Deserto Feliz" e depois um vídeo de Fellipe Fernandes e Thales Junqueira chamado "E As Tartarugas?". Na TV, trabalhou em "Santo por Acaso", uma minissérie dirigida por Leo Falcão e Geraldo Motta.
A jovem atriz pensa em fazer cinema e teatro, mas se diz aberta para produções em televisão. Para ela, tudo depende do projeto. Nash sonha ainda em se formar na faculdade de Artes Cênicas para poder dar aulas.
Embora ela esteja crescendo como atriz, ainda sente que as oportunidades são muito limitadas. "Acho que tem melhorado muito pelo fato de ter mais gente boa querendo fazer cinema, mas pra mim, por exemplo, que tenho cara de menina "novinha", fico bem limitada a pouquíssimos trabalhos, já que o meu instrumento de trabalho é minha imagem", diz ela. Por não ter tanta diversificação em Pernambuco, ela acaba não tendo opções de trabalho.